Resposta do PSol as diligências contra Protógenes

A Executiva Nacional do PSOL vem a público repudiar a ação desencadeada nesta quarta-feira (05.11), pela Polícia Federal, que realizou operações de busca e apreensão na casa do delegado da mesma instituição, Protógenes de Queiroz.

Foi ele que conduziu a Operação Satiagraha, deflagrada no último dia 08 de Julho, que resultou na prisão do banqueiro corrupto Daniel Dantas, do ex-prefeito de São Paulo e também acusado de crimes de corrupção, Celso Pitta e do mega especulador, Naji Nahas. Na ocasião, Dantas foi preso por duas vezes por determinação do juiz federal Fausto de Sanctis e também liberado nas duas oportunidades pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Vale lembrar que Mendes, além de determinar a soltura de Daniel Dantas, ainda retaliou o juiz Fausto de Sanctis, que determinou as duas prisões, com denúncias na Corregedoria da Justiça Federal, numa clara demonstração de pressão pela posição firme do magistrado. Felizmente, mais de uma centena de juízes federais se solidarizaram e se manifestaram a favor do colega e contra o presidente do STF, o que evitou medidas mais duras contra Fausto de Sanctis, que apenas cumpriu seu dever, de servidor público.

Logo em seguida da divulgação da Satiagraha, o delegado foi afastado do inquérito, numa clara atitude de fragilizar a continuidade das investigações.

Para nós do PSOL, todos esses desdobramentos aconteceram, porque a Operação Satiagraha desnudou profundas relações criminosas envolvendo setores dos três poderes da República. Por isso, desde o dia da prisão de Daniel Dantas, há uma ação articulada pelos mesmos poderes no sentido de intimidar, desqualificar e desmoralizar essa Operação.  Foi assim na crítica feita pelo ministro do STF, Gilmar Mendes sobre o uso de algemas e a conseqüente criação da súmula vinculante sobre a questão. Depois, na tentativa de desqualificar um importante instrumento utilizado no combate à corrupção: as escutas telefônicas de ligações feitas entre criminosos de colarinho branco. O fato maior nessa tentativa, foi um suposto grampo de uma conversa entre Mendes e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás. Aliás, gravação essa que nunca apareceu.

Como se não bastassem todas essas tentativas de intimidação, no dia 05 de novembro, através de decisão proferida pelo juiz Ali Mazloum, Protógenes Queiroz teve suas residências invadidas pela própria Polícia Federal com mandados de busca e apreensão. Em Brasília, estavam em casa, a mulher e o filho dele, de 7anos de idade. No Rio de Janeiro, outro filho, de 21 anos foi surpreendido pela Operação.  Em São Paulo, o próprio Protógenes foi acordado por volta de 5h50 da manhã, pelos “colegas” que vasculharam a residência e ainda apreenderam dois celulares do delegado. Estranho é o fato de que o juiz que autorizou a busca e apreensão, Ali Mazloum é um dos investigados e acusados na Operação Anaconda, feita também pela Polícia Federal. O Ministério Público Federal foi contra o pedido de busca e apreensão contra Queiroz.

O PSOL entende que o que está acontecendo é uma total inversão de valores. Aquele que teve coragem de enfrentar bandidos poderosos está sendo perseguido em uma articulação de parte dos três poderes da República, que certamente temem pelos resultados da Operação Satiagraha.

Cremos ainda que a população brasileira não pode assistir passivamente a essa tentativa de desqualificação de um homem público com o histórico de Protógenes de Queiroz, um brilhante servidor que tem prestado grande serviço à população brasileira. Foi ele quem presidiu investigações que levaram à prisão o ex-deputado federal, Hildebrando Pascoal, o maior contrabandista do Brasil, Law Kin Chong, o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf e o filho dele, Flávio Maluf e do chefe da máfia russa no Brasil, Boris Berezoviski.

Além de repudiar a ação da cúpula da Polícia Federal, o PSOL vem a público defender o delegado Protógenes de Queiroz, que cumprindo seu dever de servidor público, passou quatro anos liderando a investigação que resultou na Operação Satiagraha e que nesse momento está passando por um processo que tenta transformá-lo em bandido, porque desvendou crimes envolvendo banqueiros e comparsas dentro do aparato do estado; exigir  que a CPI que investiga os grampos tenha acesso aos documentos da Operação Satiagraha, o que está sendo impedido pelo Supremo Tribunal Federal, e por fim que Protógenes de Queiroz volte a presidir esse inquérito, sob pena de colocar sob suspeita toda a cúpula da Polícia Federal e o governo Lula.

 Brasília, 06 de Novembro de 2008

Executiva Nacional do PSOL

PSOL entra com representaçao em defesa do delegado Protogenes e do Juiz De Sanctis.

O PSOL entrou nesta quinta-feira, 13/11, com representação na Procuradoria Geral da República para que sejam investigados os procedimentos adotados pelo delegado Amaro Vieira Ferreira e pelo diretor-geral da Polícia Federal Luis Fernando Corrêa ao pedirem quebra de sigilo telefônico para apurar sobre possível vazamento de informações na Operação Satiagraha.

Conforme reportagem do jornal Folha de São Paulo, o delegado Ferreira solicitou à empresa Nextel a quebra de sigilo, sem autorização judicial, de todos os celulares e antenas utilizados na operação comandada pelo delegado Protógenes Queiroz, que resultou na prisão de Daniel Dantas, Celso Pitta e Naji Nahas. A PF se justificou informando que não houve pedido de quebra de sigilo, mas sim de dados sobre a localização das torres de transmissão. O jornal, entretanto, contesta essa informação.

Para o PSOL, o que ocorre diante dessas ações da PF é uma tentativa interna de desestabilização institucional, que desvia o foco das conclusões da Operação Satiagraha e beneficia três dos principais acusados. Além disso, tenta-se desmoralizar o trabalho realizado pelo delegado Protógenes e pelo juiz Fausto De Sanctis, que autorizou as prisões, na época.

A líder do PSOL, deputada Luciana Genro (RS), declarou que as ações do delegado Protógenes e do juiz De Sanctis deveriam honrar a corporação, já que eles agiram e prenderam corruptos de colarinho branco, mas, agora, ambos estão sendo perseguidos. “ É uma vergonha o que está acontecendo: investigações levam a quadrilha fraudadora de recursos públicos para a cadeia; o senhor Daniel Dantas é libertado duas vezes; e agora quem investigou está sendo investigado”, completou o deputado Ivan Valente (SP).

O senador José Nery (PA) defendeu o delegado Protógenes e afirmou que o que existe é uma articulação de parte dos três poderes da República, que certamente temem pelos resultados da Operação Satiagraha. “É mais uma proteção tradicional no Brasil aos grandes donos do capital e do dinheiro. Não pode continuar dessa maneira”, concluiu o deputado Chico Alencar (RJ).

INDIGNAÇÃO DE UM COLEGA

Vi, ontem, o que restou de um homem. Quero dizer, vi destroços, algo insólito, fragilizado, emoção à flor da pele, nada a ver com figura imponente do zeloso e polêmico investigante, PROTÓGENES QUEIROZ. Nada a ver com a foto editada, fotoshopizada da revista Carta Capital. Constrangedor. Por instantes me permiti distanciar dos sentimentos que tive dos eventuais vexames que possa ele ter causado com seu trabalho. Por instantes, também, tentei me abstrair do que acho do todo: do Brasil hipócrita, formado por grupelhos, por mafiocratas e outras excrescências contemporâneas. Detive-me no homem acabado ou aparentemente acabado, tratado como romântico e quixotesco por uns ou como pilantra e aventureiro por outros. Um homem que, de tão ingênuo, mesmo sendo Delegado Federal e supostamente movido pelo sentimento de justiça, crente de estar cumprindo o seu dever, ficou surpreso e arrasado ao ter sua intimidade devassada. Sua casa, a casa de seu filho (seqüestrado uma vez), nada sobrou.

QUEIROZ prendeu Daniel Dantas. Apenas isso? Não. Há algo de desproporcional nisso tudo, mesmo que por força das circunstâncias e longe de mim fazer críticas a colegas, até por que não hesitaria em fazer o mesmo se tivesse que fazê-lo. Ônus … idiossincrasias…

De qualquer forma, há algo de podre no Reio da Dinamarca, algo sinalizando que o buraco (ou seria rombo?) é mais embaixo.

O pior é pensar que certas coisas só acontecem com os outros, assim, como cagada de passarinho… E não sei por que me ocorre a palavra CATEGORIA, uma palavra que interiorizei e que por instante me fez esquecer os processos individuais, os sonhos de uns, ambições de outros…

Vi um homem só e arrasado, onde antes havia um delegado federal “in his proud and his power”

De qualquer forma, me reconfortei ao ver o seu filho de sete anos, indiferente às certezas do mundo jurídico, das inerências policiais, pular em seu pescoço e gritar: PA! QUE SAUDADE!

Baixa o pano.

Há mais mistério entre o Céu e a Terra do que possa imaginar nossa vã filosofia.

… e sentença se anuncia bruta, mais que depressa a mão cega executa, pois que senão o coração perdoa… (Chico Buarque e Ruy Guerra)

ARMANDO RODRIGUES COELHO NETO

Delegado de Polícia Federal

Presidente da Associação Cultural Art. 5º Delegados de Polícia Federal pela Democracia

 

“Só de Sacanagem”, de Elisa Lucinda

“Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo duramente para educar os meninos mais pobres que eu, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, Esse apontador não é seu, minha filhinha”.
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha ouvido falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba” e eu vou dizer: Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.
Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!”

” PALESTRAS “

A UNIVERSIDADE DE BARRA MANSA convida todos os internautas e o povo brasileiro a participarem de palestra - tema principal: CORRUPÇÃO NO BRASIL - Palestrante principal - PROTÓGENES QUEIROZ ( Delegado de Polícia Federal )

Data: dia 22 de novembro de 2008 - as 10:00hs.

Local: Auditório da UBM

 

A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SEÇÃO NITERÓI -RJ, convida todos os internautas e o povo brasileiro a participarem da palestra - CORRUPÇÃO NO BRASIL - palestrante principal - PROTÓGENES QUEIROZ ( Delegado de Polícia Federal ) - mediadores e debatedores - Dr. WADIR DAMUS ( Presidente da OAB-RJ ) e PAULO HENRIQUE AMORIM ( Jornalista da TV Record ).

Data: dia 25 de novembro de 2008 - as 18:30 hs.

Local: Auditório da Casa do Advogado - Av. Amaral Peixoto - Niterói-RJ

 

A PROCURADORIA DA JUSTIÇA MILITAR NO ESTADO DO CEARÁ, convida a todos os internautas e o povo brasileiro a participarem do XV FORUM DE CIÊNCIA PENAL em Fortaleza, tendo como tema principal - CORRUPÇÃO NO BRASIL - Palestrante principal - PROTÓGENES QUEIROZ ( Delegado de Polícia Federal ).

Data: dia 27 de novembro de 2008 - as 16:00 hs.

Local: Auditório da Procurdaria da Justiça Militar

 

Há homens que lutam um dia, e são bons;

Há outros que lutam um ano, e são melhores;

Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;

Porém há os que lutam toda a vida;

Estes são os imprescindíveis. ( Berthod Brecht )

Mensagem de Gandhi

“Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida.

A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.

Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.

Daria a capacidade de escolher novos rumos, novos caminhos.

Deixaria, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável.

Além do pão, o trabalho.

Além do trabalho, a ação.

Além da ação o cultivo à amizade.

E, quando tudo mais faltasse, deixaria um segredo:

O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída”.

 

Gandhi   

 

“PERUADA”

O CENTRO ACADÊMICO XI DE AGOSTO da Faculdade de Direito do Largo São Francisco -SP, convida todos os brasileiros e internautas a participarem da manifestação estudantil com o tema eleito:

” MEU PERU NUNCA É PRESO COM HABEAS CORPUS SAI ILESO ”.

Local e concentração inicial: Largo do Paisandu, centro , São Paulo - dia 17/10/2008 - as 8:00 hs.

Obs.: A manifestação percorrerá as ruas do centro histórico da cidade de São Paulo, com uma parada do carro de som em frente a Câmara Municipal de São Paulo e encerra no Largo São Francisco, Centro, São Paulo.

O FEDERAL

 O Federal toma seu expresso num café da Lapa de Baixo, zona oeste de São Paulo. Calça jeans, camisa social e bolsa Hugo Boss a tiracolo, tem o rosto quadrado e a fala cadenciada.O Federal não acende o cigarro que se esperaria de um detetive de filme noir – ao contrário, ele não fuma, pouco bebe e é católico fervoroso. Sem nenhum  preâmbulo, põe-se a contar a história do nascimento de seu segundo filho. Inquieto com a demora do rebento em subir ao quarto, o Federal fora a seu encontro no berçário. Viu-o respirar com dificuldade na incubadora.“ Estamos esperando para ver se vai vingar”, disse-lhe o médico, impassível. O Federal diz que jamais esqueceu a frieza com que aquele elemento exercia sua profissão. Conta que, a despeito do prognóstico, seu filho é hoje um menino saudável de 7 anos.

E enuncia a moral da história: “Desde que nascem as pessoas já estão sujeitas ao julgamento alheio”. Afastado desde julho da investigação que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, o mega investidor Naji Nahas e o ex-prefeito Celso Pitta, na chamada Operação Satiagraha, o delegado Protógenes Queiroz esteve esta quinta-feira na Superintendência Estadual da Polícia Federal, em São Paulo. Foi fazer uma prova do curso usado como justificativa para sua saída do caso. Em três meses, viu sua vida mudar radicalmente. Embora continue lotado na Diretoria de Inteligência Policial do órgão, não tem mais sala, telefone nem computador. Suas gavetas foram esvaziadas e seu material de trabalho foi guardado em um armário enquanto ele estava em Brasília. Foi avisado da faxina por telefone. Até hoje, Protógenes não havia falado abertamente sobre a reunião que decidiu por sua saída das investigações. A primeira versão da PF, que chegou a ser repetida pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, era de que o próprio delegado pedira o boné. Diante do descrédito geral da opinião pública, o presidente Lula ordenou que a fita com o áudio da reunião fosse divulgada – o que jamais aconteceu. Somente alguns trechos chegaram ao conhecimento da imprensa. “Na reunião eu pedi para ficar”, afirma o delegado, com todas as letras.“Quando se tiver acesso à gravação completa, isso ficará claro.O meu curso de aperfeiçoamento nunca foi um empecilho.” Toda a equipe que trabalhava no caso havia quatro anos – desde que a Satiagraha surgiu como desdobramento da Operação Chacal, que investigou, em 2004, a espionagem da Kroll contra a Telecom Itália – foi dispensada. Internamente, conta Protógenes, a alegação foi de que a operação desrespeitara o manual de procedimentos da PF. Também teria havido vazamento das prisões para o registro de uma emissora de televisão. O delegado não chega a dizer que houve ingerência externa na decisão da PF. Mas sentiu-se abandonado pela instituição: “Se me perguntar se o diretor me deu um telefonema para agradecer ou criticar, vou dizer que não. Nada.” A essa altura, Daniel Dantas tinha sido liberado por dois habeas-corpus consecutivos do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que iniciou uma cruzada nacional contra excessos no uso de grampos telefônicos e de algemas por parte da PF– denunciando o estabelecimento de um Estado policial no País. O delegado meteu-se em uma encrenca federal. “Desde o início, sabia que o processo seria doloroso pela capilaridade do poder de Dantas nos altos escalões da República, no empresariado e nos meios de comunicação”, conta Protógenes. O dominó atingiu o juiz Fausto de Sanctis, responsável pelo caso, e chegou a Paulo Lacerda, prestigiado superintendente da PF durante a gestão de Márcio Thomas Bastos no Ministério da Justiça,que deixou a direção da ABIN (Agência Brasileira de Informação) no nebulo o episódio das maletas de varredura eletrônica. “Tinha avisado o dr.Paulo de que ele seria a próxima vítima. E, conhecendo-o, sabia também que não aceitaria o convite do presidente para voltar ao posto.” Ainda assim, o protagonista de investigações como a do caso Banestado e do MSI/Corinthians, que efetivou as prisões do deputado Hildebrando Pascoal, do ex-governador Paulo Maluf e do contrabandista Law King Chong, espantou-se com a força mobilizada dessa vez. “Um rolo compressor, um poder avassalador, a que assistimos atônitos, paralisados e impotentes”, descreve. Adversários de Protógenes afirmam que a investigação sobre Dantas foi obtida com uso abusivo e sistemático de escutas telefônicas, e o relatório final é um amontoado de ilações e frases messiânicas. O delegado dá de ombros: “A crítica vem de pessoas comprometidas com outros valores”.Já sobre a atuação de Gilmar Mendes, é mais cauteloso:“Prefiro não me manifestar, mas uma coisa eu afirmo: a segurança jurídica neste país é para uma minoria, uma casta privilegiada”. Protógenes Queiroz não nega ser um homem movido por fé, paixão e convicções ideológicas. Considera-se um investigador criterioso, mas não acredita na ciência desidratada de humanismo que presenciou no dia de nascimento  de seu filho.Soteropolitano criado no Rio de Janeiro, cresceu em um ambiente religioso e de disciplina férrea. Seu pai, sargento da Marinha, batizou-o em homenagem ao almirante catarinense Protógenes Guimarães, que apoiou o movimento tenentista em 1924. Todos os dias, antes do jantar, o caçula de 8anos tinha que se postar diante do rádio da família com seus nove irmãos para ouvir a Ave Maria, a Voz do Brasil e o Repórter Esso. Todas as manhãs eram obrigados a ler de cabo a rabo os jornais. Protógenes tomou gosto pela coisa e, estudante secundarista, fundou e publicou uma única edição do jornal Alerta Geral – panfleto mimeografado que denunciava a tortura em plenos anos 1970. “Pensava, ‘comigo não vai acontecer nada porque sou filho de militar’”, diverte-se. O pai não achou graça e gastou saliva para não vê-lo expulso do colégio Dom Helder Câmara, em São Gonçalo. Anos depois, decepcionou-se novamente ao saber que filho cursara direito em vez de engenharia. No dia da formatura, o pai vaticinou, com boa dose de ironia: “Advogado é pouco para você.Vai é ser ministro da Justiça”. No ano de 1980 lá estava Protógenes Queiroz eleito delegado do congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) em Cabo Frio, ocasião em que votou no comunista Aldo Rebelo. Ajudou na montagem dos primeiros comitês pós-clandestinidade do Partido Comunista Brasileiro(PCB) e do Partido Socialista Brasileiro (PSB), mas diz nunca ter se filiado a nenhum deles.Nesse meio tempo, trabalhou na defensoria pública, advogando para comunidades carentes, movimentos sociais e associações de moradores. Chegou a procurador-geral do município de São Gonçalo, mas o cargo lhe pareceu pequeno e Protógenes pediu exoneração. Advogou para empresas privadas e defendeu a francesa Sateba no rumoroso escândalo envolvendo o governo Marcelo Alencar na construção do metrô Botafogo–Copacabana, processo milionário que venceu em primeira e segunda instâncias e corre até hoje. Foi então que, conta, tomou consciência do tamanho da corrupção no Brasil e o tanto que o País perdia com ela. “Pensei que podia dar uma contribuição maior e prestei concurso para a Polícia Federal.”

Cursou a Academia Nacional de Polícia em 1998 e, no ano seguinte, já integrava um grupo de combate ao crime organizado em Brasília. No meio do caminho,dois casamentos e dois filhos. O atual, com a bela advogada Heloísa, de Santo André, no ABC paulista, começou na sede da PF em São Paulo, quando ela era estagiária de um escritório de advocacia. Os dois viveram uma situação dramática quando o delegado foi transferido para Foz do Iguaçu no caso Banestado, logo após a prisão de Hildebrando Pascoal, em 1999. Grávida, a mulher de Protógenes foi ameaçada de morte e teve que sair às pressas da cidade. A tensão daquele momento, acredita ele, foi responsável pelos problemas que o filho apresentou ao nascimento.“ Se alguma coisa tivesse acontecido com ele, acho que teria abandonado a profissão”, emociona-se. Se teme pela própria vida? Protógenes responde sem pestanejar: “Nunca tive medo de nada”. Tanto que há alguns anos dispensou a escolta que o acompanhava dia e noite. “Sou católico, tenho muita fé. Ela é a minha segurança”, diz esse freqüentador assíduo da missa do Mosteiro de São Bento, na capital paulista. Ainda assim, o delegado não deixa de tomar suas precauções: quase não sai à noite, nunca dá detalhes sobre seu itinerário e jamais fala de trabalho ao telefone. Não se considera derrotado no caso Dantas e tem certeza de que o banqueiro será condenado. Vive dias de celebridade e é cumprimentado nas ruas. Outro dia, durante um vôo entre Goiânia e São Paulo, ganhou de uma senhora de 80 anos a medalhinha de Nossa Senhora de Fátima que mantém constantemente na lapela, para proteção. Também chegam cartas para ele na PF,como a do menino de 7 anos que desenhou uma bandeira brasileira com os dizeres “Protógenes, não desista nunca” – exortações que se encontram aos montes no blog que leva seu nome na internet e é alimentado por seu cunhado. Apesar da geladeira na Polícia Federal, diz ter ganho o respeito da tropa, que considera mais importante. “Eu me sinto vitorioso. E minha grande vitória é o debate público que se criou”, diz o delegado, que está convicto de que o próprio presidente Lula mudou de opinião a seu respeito, reconhecendo, segundo um jornal paulista, que “foi um erro brigar com o delegado que é o herói da história”. Inflexão que ele também vê no ministro Tarso Genro, que declarou esta semana que o caso Dantas “ainda vai ser objeto de um estudo profundo da academia, dos experts em teoria do Estado e funcionamento das instituições”.

Apesar do ibope inesperado, o delegado nega qualquer ambição política: “Vou continuar na PF. Acho que a sociedade ganha mais comigo dessa forma”, afirma, dipensando a modéstia. É cedo para dizer se Protógenes Queiroz será reconhecido como o policial que rompeu a barreira da impunidade no Brasil ou um personagem quixotesco a confrontar moinhos de vento. Se está mais para Eliot Ness ou Policarpo Quaresma. Para ele, pouco importa: desde que nascem as pessoas já estão sujeitas ao julgamento alheio.

 

 

Ivan Marsiglia

 

Caderno Aliás, Domingo, 12 deoutubro de 2008, O ESTADO DE S.PAULO.

Condecoração ” Aspirante Mega “

No dia 02 de outubro de 2008, o Delegado Protógenes Queiroz, foi condecorado com a medalha ” Aspirante Mega “. A cerimônia ocorreu no Comando Militar do Corpo de Bombeiros em Brasília, com a presença de muitos convidados e cobertura total da imprensa nacional. Após os cumprimentos Protógenes agradeceu a presença de todos e se pronunciou perante os jornalistas que ali estavam:

Todo o trabalho da SATIAGRAHA tem sido alvo de muitos elogios e alvo também de algumas críticas. Devido a essas críticas construídas com outros propositos e comprometidas com outros valores, e a tudo isso, o que eu tenho assistido, o assassinato da reputação de pessoas e instituições, sem que o nosso trabalho fosse compreendido por aqueles que tem o dever de preservá-los.

Fomos sucumbidos pela vontade de fazer acontecer, pelas vaidades pessoais, emoções por parte de alguns, conflitos e escândalos fabricados em favor do crime e dos criminosos, sobretudo na prática ou edição de atos insanos em desfavor da SEGURANÇA JURÍDICA e da SOCIEDADE.

O resultado positivo que tenho observado eu classifico isso em relação a postura e a manifestação do consciente coletivo. Apesar das notícias e informações injuriosas plantadas por alguns, o sentimento do cidadão, da sociedade em geral é de indignação e repulsa a tais atos lançados de forma leviana por acreditar no compasso da impunidade ou privilégios de poucas pessoas com prerrogativas.

Mas uma certeza que temos é o debate público. Esse ninguém cala. De forma que uma operação policial - a SATIAGRAHA - jamais foi alcançado em momento histórico de nossa nação, o debate: uma simples operação policial. Esta operação foi uma operação complexa, cerdada de muitos dados e complexidade que até extrapolam o nosso sentimento e até o nosso senso do Brasil.

O campo do debate alcança a todos indistintamente, mas as decisões imediatistas, tomadas ao calor das emoções, do casuismo e OPORTUNISMO , levaram ao que nós chamamos hoje, e negado por alguns, a uma crise instituicional instaurada, apesar de negada. Mas a importância maior que apresenta para todos nós, para nossas famílias, são as soluções dotadas de razoabilidade que estão sendo estudadas e debatidas no ambiente legislativo, o qual reputo de extrema importância para o processo democrático do país, ainda que em sede de CPI ( Comissão Parlamentar de Inquérito ), ainda que seja um simples pronunciamento de um parlamentar de forma isolada em sua Tribuna. Mas acredito que depois desse debate público, dos fatos esclarecidos, depois de toda essa investigação concluída com a devida punição daqueles que tem que responder para sociedade, nós vamos construir um país melhor “.

O ” Aspirante Francisco Mega “, carioca do Regimento Sampaio, tombou em ação à frente de seu pelotão no disputadíssimo e sangrento combate de Montese, em 15 Abr 1945, na conquista da Cota 778, tendo antes incentivado seus homens com estas breves palavras: ” A minha vida nada vale, … diante do que vocês ainda têm para fazer. Prossigam na luta !!! “. É com este sentimento que vamos combater a corrupção, mal de todos os males de uma nação - Satiagraha - SAÚDE e PAZ  o resto agente corre atrás. ( Protógenes  e Prof. Agenor Miranda Rocha )

RESPOSTA a Confusão Suprema

HORA E VEZ DA LEALDADE

A lealdade é o bem mais sagrado do coração humano”, dizia Sêneca.

“Um grama de lealdade vale um quilo de inteligência”, dizia Elbert Hubbard.

“A lealdade refresca a consciência, a traição atormenta o coração”, dizia William Shakespeare.

“Falta de lealdade é uma das causas principais de fracasso em todo o caminhar da vida”, dizia Napoleon Hill.

“A lealdade é o caminho mais curto entre dois corações”, dizia José Ortega y Gasset.

“A lealdade é um dos pilares que sustentam o real valor do homem”, dizem os textos judaicos.

“Reserva um lugar proeminente para a lealdade e a sinceridade”, dizem os textos confucionistas.

“De todos os valores que têm sido destroçados no seio da sociedade brasileira, nos últimos tempos, o que mais sintetiza os valores perdidos é o da lealdade. A ambição individual desmedida, o oportunismo carreirista, o medo de enfrentar a luta política desabrigado de algum cargo notório, o rompimento de compromissos e alianças pela conquista de um cargo, os golpes baixos desferidos contra quem se apoiou - e não mudou - o fomento da desunião sob o aleivoso disfarce da tentativa de união, a traiçoeira associação da imagem do adversário a figura desgastada ( de quem se recebe apoio por baixo do pano), o ataque rasteiro aos que crescem graças à própria competência e não se deixam conduzir por marqueteiros para um lado ou para o outro, feito biruta de aeroporto, os ataques desleais lançados para se conseguir, mesmo que só momentaneamente, uns pontinhos nas pesquisas, julgando que depois é só recuar e “tudo bem”, o ato de se tornar “cavalo de Tróia” a serviço de rival correligionário de outra região são fraquezas que no cenário da vida política cabocla agridem fundo o valor da lealdade.”  (Mauro Chaves - O Estado de S. Paulo - fls. A2 - 27/09/08)

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EVENTOS

MEDALHA ASPIRANTE MEGA - a ser concedida ao Dr. Protógenes Queiroz (Delegado de Polícia Federal), por sua defesa da causa da liberdade e por seu trabalho eficiente no combate à corrupção no Brasil.

Data: 02 de outubro de 2008, as 11:00hs.

Local: Comando Central Militar dos Bombeiros - Rua do Palácio Buriti, próximo ao DETRAN - Brasília-DF.

  

ORQUESTRA DE CÂMARA DA SALA SÃO PAULO - Regência Maestro João Carlos Martins

Data: 09 de outubro de 2008 - as 21:00 hs.

Local: Sala Sâo Paulo - Estação da Luz - Cidade de São Paulo.

 

O INSTITUTO BRASILEIRO CONTRA FRAUDES, convida os internautas e o POVO brasileiro a participarem do congresso BRASIL SEGURO - CONTRA FRAUDE E CORRUPÇÃO - Palestrante integrante da mesa principal - Protógenes Queiroz ( Delegado de Polícia Federal). Demais integrantes: Desembargador Henrique Calandra ( Presidente da Associação Paulista dos Magistrados), Deputado Fernando Capez (Promotor de Justiça), Fernando Quercia (Delegado e Advogado Representante de 04 ONGs e do Instituto Brasileiro contra Fraudes), Rosana Chinassa ( Advogada e ex-Cons. Fed. da OAB) e outros,

Data: 13 de outubro de 2008, as 19:00 hs.

Local: Salão Franco Montoro - Assembleia Legislativa de São Paulo.

  

RESPOSTA ” COOPERAÇÃO DA ABIN “

Código de Processo Penal

Art. 4. A polícia judiciária será exercida pelas auoridades policiais no território de suas respectivas circunscrição e terá por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria.

Art. 5. parágrado 3. - Qualquer pessoa do POVO que tiver conhecimento da existência de infração penal que caiba ação pública poderá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la à autoridade policial…

P.S.: Se qualquer do povo tem por obrigação de comunicar a existência de infração penal. O Servidor Público (ABIN) tem o dever de informar a autoridade policial. ( Protógenes Queiroz )

DECRETO 4.376, de 13 de setembro de 2002

Art. 1. parágrafo 2. O Sistema Brasileiro de Inteligência é responsável pelo processo de obtenção e análise de dados e informações e pela produção e difusão de conhecimentos necessários ao processo decisório do Poder Executivo, em especial no tocante à SEGURANÇA DA SOCIEDADE e do Estado, bem como pela salvaguarda de assuntos sigilosos de interesse nacional.

Art. 4. Constituem o Sistema Brasileiro de Inteligëncia :

IV - o Ministério da Justiça…Coordenação de Inteligência do Departamento de Polícia Federal;

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Eu declaro que, se algum grande Poder concordasse em me fazer sempre pensar o que é verdadeiro e fazer o que é moralmente certo, sob a condição de ser reduzido a alguma espécie de relógio que recebe corda todas as manhãs ao sair da cama, eu aceitaria instantaneamente a proposta.  A única liberdade que me importa é a liberdade de fazer o que é certo, a liberdade de fazer o que é errado estou pronto a dispensar nos termos mais baratos, para qualquer um que a leve de mim.” ( T.H. Huxley -m1870 )

A verdade sai do poço, sem indagar quem se acha à borda.” ( Machado de Assis - 1790 )

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